7 Coisas (e mais algumas) para se fazer em uma cidade sem cinema #BEDA3

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Foto da page 365 Filmes
"Como assim não tem cinema?" 
Vocês não têm ideia de quantas vezes ouvi essa pergunta.
Moro numa praia chamada Imbé, no Rio Grande do Sul, com mais ou menos uma hora e meia de distância da capital. E cinema que é bom? Faz muito tempo que não temos.
 "O que vocês fazem?"
Ouço sempre que digo que aqui não tem shopping... Então, lá vão algumas coisas diferentes para se fazer:

1. Ver o Pôr do sol
via
Umas das coisas que eu mais gosto de morar aqui é a visão do Sol se despedindo pela ponte que nos liga ao município vizinho: é uma pintura do mundo. O pacote pode incluir bater palmas, tomar chimarrão e algumas fotos pro Instagram. Que tal juntar umas pessoinhas e procurar um lugar bacana pra curtir esse momento? E ainda faturar umas fotos lindas? Diversão garantida pra galera de Humanas.
2. Fazer um picnic cozamigos e cazamigas
Imagem hipster meramente ilustrativa (via)
É só chamar algumas pessoas, combinar o que cada um vai levar (altas lutas para ficar com a parte do refri), arrumar uma tolha/lençol e se mandar pra um parque (ou praia). Pode acrescentar animais de estimação e violões a gosto. Resultado? Muita diversão e comida boa (não precisa ser nada Gourmetizado, tá?)
3. Pedalar aleatoriamente
(via)
Já apresentei a Afrodite pra vocês?
Bem, acho que não, mas ela é a minha fiel escudeira: a magrela. Vou a todo lugar com ela, pedalar se tornou tão natural quando andar. Nada para fazer? Vá aproveitar a brisa no rosto pedalando por aí, sozinho ou com seus amigos.
Eu, particularmente, prefiro os horários de manhãzinha e no final da tarde, porém com a falta de segurança tenho os evitado (e evito ir até a praia, pois a região só tem "vida" no verão, agora fica tri perigoso). Mas encontre seu horário, tu e tua magrela vão se tornar inseparáveis!

4. Passear por aí com seu Pet
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GENTE, AGORA EU TENHO UM CACHORRO!
Ainda vou apresentar ele direitinho proceis, mas ele se chama Ozzy e é uma pestinha adorada, como minha professora de filosofia (beijo, sora Ester) chama a nossa turma. Então, a quarta ideia é pra quem tem um amiguinho  Faz quanto tempo que vocês não têm um tempo de vocês? Passear exige parceria e confiança mútua. E como conquistar isso? Treinando. É algo que será ótimo para ambos.

5. Andar por ruas/bairros olhando as casas
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Taí uma coisa que aprendi com a minha mãe: admirar as casas quando estou caminhando. Fazíamos isso para passar o tempo (e apelidávamos-as como "a casa sinistra", "a casa do cachorro sei lá o quê" etc) e até hoje gosto muito disso. Fico imaginando que tipo de família deve morar lá (sempre tem aquelas casas mais "moderninhas" e as mais "casa de vó"), pensando em como será a minha futura casa, em como elas devem ser por dentro...
É uma atividade bem simples, mas que me deixa feliz. Já tentaram?

6. Maratona Netflix
"netflixar: o ato de assistir uma temporada inteira de um seriado numa "sentada"; Uma justificativa válida para evitar obrigações socias." (via)
Netflix, o queridinho da interwebz, não poderia faltar nesta lista. Que tal colocar aquela série em dia? Ver um filme francês? Assistir uma animação de humor negro? Eu sei, existem várias alternativas (você já ouviu falar da Iniciativa Torrent?), mas eu acho muito válido valorizar um serviço de streaming tão em conta e de tanta qualidade.
Então, se Maomé não vai ao cinema, o cinema vai ao Maomé: sozinho(a) ou em galera, com pipoca ou muito café preto, maratonar é sempre uma opção.

7. Escrever uma carta

via
A primeira vez que eu escrevi uma carta, foi pra professora que me alfabetizou (prô Aninha ♥) e que morava na cidade ao lado. Demorou um monte (no passar de tempo infantil) pra ir e pra voltar a resposta, mas foi tão legal abrir o envelope e ver aquele papel azul com um boneco de neve ilustrado, ler cada palavrinha escrita a mão com carinho... E escrever, então? Ficar na ansiedade de que o destinatário receba! 
A carta pode ser escrita: para alguém de aniversário, algum parente que mora longe (ou até que more contigo), um amigo da escola ou virtual, para você no passado ou no futuro, para se declarar (aquela paixonite de ônibus/metrô, um vizinho...). A carta não precisa ser necessariamente entregue, pode servir como um diário. Se bem que seria uma surpresa e tanto receber uma carta nesta era de emails...

Mais mais algumas coisinhas:
  • Ir numa biblioteca;
  • Conhecer um brechó ou sebo;
  • Jogar RPG de mesa com a galera;
  • Jogar canastra com a família;
  • Fazer listas;
  • Desenhar um monstrinho aleatório;
  • Escrever uma poesia;
  • Molhar os pés  no mar e pular na areia;
  • Subir  nas dunas para ver a paisagem;
  • Colher flores, colocar no cabelo e sair por aí com sua amiga;
  • Entregar para pessoas nas ruas as flores;
  • Tirar uma tarde para fotos com algum amigo(a);
  • Descobrir quem fica mais tempo se equilibrando no cordão da calçada;
  • Lembrar que sempre há o que fazer: basta querer. 

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