cotidiano

A arte do improviso

10:30

Dia 15/10 foi dia dos professores, como todos que usam facebook podem ter percebido por meio de fotos de flores com recados clichês teclados em comic sans. Ou fotos de maçãs. Ou de professoras sexys.

Não sei se já comentei, mas eu estudo no segundo ano do Ensino Médio Politécnico, numa escola que grazadeus só vai do primeiro ao terceirão. Na segunda (13), durante uma reunião dos líderes, avisaram que deveríamos fazer uma apresentação por turma para os teachers. Pra quarta. 
Tudo bem, tirando um momento de putsdacarismo por motivos de: a turma da tarde ficou sabendo na quarta-feira da SEMANA PASSADA. Mas tudo bem, tudo bem, A diretora disse que somos criativos. E a dire falou, tá falado. Né?
Na terça fiquei de preparar alguma lembrancinha, a ideia era: entregávamos algo para cada um deles, desejávamos felicidades e que pensassem com carinho nas provas. The End.
Fiz o normal: Um saquinho transparente com um bombom desses que são bons, ficando acima da categoria "sabor-de-isopor-com-gordura" e abaixo da "chocolate-da-Nestlé" (esse post não foi patrocinado), um cartãozinho que fiz no Canva, fechados com um laço. Terminaria no outro dia, lá mesmo.
Imprimimos na escola, porém na hora de visualizar a impressão... Euzinha escrevi "14" ou invés de "15". Não dava tempo de entrar no site e editar, então saiu assim mesmo e cortamos a parte da data, escrevendo atrás. Não ficou uma Brastemp (juro que esse post não foi patrocinado) porém melhor do que entregar errado. Né? Né. 
Durante isso, as outras gurias estavam preparando uma apresentação. Foi pensado em escrever uma frase ou um textinho sobre cada um que nos dá aula. Decidiram falar sobre todos e googlar algo. Decidiram isso. Aquilo. Coisas de última hora são sempre tão complicadas...
Terminamos de preparar os presentinhos e fomos procurar nossos colegas, ver como tudo estava. Após algumas tretas, alguns desistiram de apresentar e voltamos à estaca zero. Detalhe: tavam começando a chamar as turmas pro saguão. 
Então a Mari, a Vit e eu fomos pra batcaverna feminina: banheiro. Tem quase uma sociedade secreta lá... Talvez eu escreva sobre isso um dia. Em anônimo, claro. Correria risco de "queima de arquivo" se assinasse o texto.
Durante o menor brainstorming da estória (pelo menos, da minha história), criamos uma apresentação. Seria o seguinte:
Entraríamos, as três, e falaríamos dos professores sem citar nomes.
" -Alguns professores apenas com um olhar sério e um sorriso irônico fazem todos os alunos prestarem atenção na aula"
"  -Outros, com um O. K. e todos abrimos o livro para começar as atividades"
"  -Temos também quem  (...)"
Eles (e todos) saberiam pra quem era e seria algo descontraído.
Pra caracterizar, pintaríamos os rostos de branco para imitar mímicos, afinal, faríamos mímicas enquanto falávamos, Conseguimos tinta têmpera com a nova professora de artes e era o que tinha pra ontem. 

Dito e feito, apresentamos. 

Tropecei descendo a escada que dava pro saguão? Sim. Tivemos alguns segundos de silêncio entre uma fala e outra, com medo de atropelar o que a colega iria dizer? Também. A tinta secou e deixou nossos rostos mais estáticos que a máscara do V? Beleza. 
Mas fizemos nossa parte. E depois, a Bruna leu um texto módibunitinho pra eles. Pra compensar a gente. Espero que tenha dado certo e eles lembrem com ♥ na hora das avaliações. Ou que tenha sido divertido, pelo menos. 
Ah, e que eles tenham gostado do doce e do cartão.
Afinal, não é só a encontrar o valor do x que eles ensinam. Ou a usar a crase e a vírgula.
Vai muito além de calcular o delta ou a báskara: estamos aprendendo sobre a vida (não só biologicamente), e a boa e velha arte do improviso -que levarei comigo pra sempre.

FunSubstance.com - Endless Entertainment & Humor
FONTE: We ♥ It
PS: feliz dia dos professores.
PS2: quando forem colar a folha de papel vegetal na de ofício, após finalizar o desenho com caneta ponta porosa 0.5, usem quatro pingos de cola (um em cada ponta). Não precisa mais do que isso, se fizerem linhas de cola vai enrugar.
PS3: a margem é de 0,5 cm.

pensamentos

AliExpress - Foco, Força e Fé

11:49

Eai, tudo de boas?
Desculpem pelo post consumista, mas não tenho como fugir da tentação chamada: ALIEXPRESS.
Não tenho muita paciência pro típico passeio de compras, acho um porre passar de loja em loja e principalmente não achar a peça que procuro.
Mas, porém, todavia, contudo, entretanto: fazer o mesmo em lojas virtuais se torna divertido pra mim, devido eu poder ficar atirada de pijama na frente do computador, ter mais variedade, poder por música alta e, na maioria das vezes, ser bem mais em conta.

AliExpress diz "trazer produtos de alta qualidade com preços de atacado diretamente da China". Acompanho sites do tipo a um tempinho, porém este em especial acesso desde o verão... E não consegui fazer nenhuma compra ainda. 
Decidi por vergonha na cara e escolher uma capinha pro meu celular (Galaxy Y) e até achei uma bem como quero, mas... Meo Deos, é muita coisa! Entendi motivo de eu não ter feito o pedido de nada: Falta foco, afinal são muitos produtos e dá vontade de trabalhar pra eles em troca de mercadorias.
Então, minha dica pra quem quer se aventurar nos Made In China da vida:

  • FOCO: escolha o produto desejado e encontre-o. Não se perca olhando blazers se o procurado é um carregador. 
  • FORÇA: ou autocontrole. Se a minha vó faz compras por lá, tu consegue! Continuando com o primeiro mandamento como base, lembre-se: os produtos são baratos mas não abuse. Respira fundo aí.
  • FÉ: vai demorar. Mas tenha fé de que vai chegar e sem ser taxado! Posso ouvir um amém?
Nunca pensei que usaria esses três F's na minha vida. Vish.
. | via Facebook
FONTE: We ♥ It

pensamentos

Por quê você luta?

05:09

Boa madrugada, meus queridos. 

AVISO DE POSSÍVEIS SPOILERS SOBRE: Cavaleiros do Zodíaco: a Saga de Hades, Saint Seiya: The Lost Canvas e V de Vingança. 

Assinando o mês free do netflix decidi aproveitar esse final de férias para matar a saudade dos Cavaleiros do Zodíaco. Comecei assistindo decentemente The Lost Canvas (que eu não tinha visto todo) e estou revendo a Saga de Hades. 
A ideia era ver Lost Canvas primeiro, por ter sido a antiga Guerra Santa, e depois Hades. De forma cronológica, sabe? Mesmo sendo um Spin-Off. 
Um amigo meu me perguntou uma vez pelo o que eu luto -não soube responder na hora. Isso não significa que sou conformada, apenas: uma flecha e muita precisão (após treino) é necessária para acertar um alvo escolhido. Agora, atirar para todos os lados sem ter a certeza de onde deseja acertar só gasta energia. Pode até acertar algo interessante, mas não tão significativo.
Depois desse momento aula de filosofia, eu queria organizar alguns devaneios sobre lutar. Batalhar. No melhor estilo: O que te move? (acho que to plagiando alguma propaganda...). Tu luta pela tua família? Pelo futuro? Pelos amigos? Direitos? Pelo amor? Pela igualdade? Por você? Por uma ideia? Por Atena?
Lembrando que tudo que compõe esse humilde bloguinho é minha mais humilde ainda opinião, eu realmente acho que o que nos levanta é ter um objetivo. Um plano. Um sonho. Um ideal, algo pelo que vale a pena cair, ralar os joelhos e logo estar de pé, pronto(a) pra outra. Com ou sem merthiolate. 
Sage não derrotou o deus da morte Thanatos, ao lado de Manigold, por que tinha acordado de mau humor. Mestre ancião não ficou todos aqueles anos quietinho nos Cinco Picos Antigos de Rozan por nada.
Acho que a melhor forma de ilustrar esse assunto é esse trechinho:

V não sobreviveu a tempo de realizar o "com as mãos no seu pescoço" por causa da proteção que ele usava. Ele representa um ideal, que pode ser violentado e oprimido de qualquer forma: sempre se mantém forte. 
Ter isso consigo queima o cosmo de qualquer um. 
Então, Por quê você luta? 

literatura

WishList: O Maestro (The Conductor)

16:57

Bom final de tarde! :)
Não comentei aqui ainda, mas curto bastante o universo de animês e mangás (por mais que eu esteja relativamente desatualizada ultimamente).
Lançado pela Panini, esse mangá é estilo shoujo: que significa "menina" em japonês, são conhecidos por serem "romances de ensino médio água com açúcar direcionados para garotas", devido suas protagonistas serem garotas vivenciando seus dramas, geralmente ligados ao primeiro amor. Entretanto, o gênero tem se mostrado cada vez mais diverso e, definitivamente, não se restringe apenas para o público feminino. Atualmente, entende-se que animes shoujo podem conter ação, comédia... Mesmo sem que o foco da narrativa seja um romance em si, desde que apresente-se pela perspectiva de uma personagem feminina.

A Panini, essa linda, ganhou meu coração pela capa: me lembrou muito "O Fantasma da Ópera". 
Capa do primeiro volume, Panini Comics.

Adoro o mistério por trás de personagens mascarados, porém isso é assunto pra outro post.
Lendo a respeito, descobri que a trama (que envolve muito suspense) conta com três histórias paralelas:

  • Kuchiki, uma flautista que é perseguida por sonhos bizarros e procura um psicólogo.
  • Ishikura um inspetor policial que está investigando um curioso assassinato, cujas provas são: uma múmia sem cabeça e uma foto misteriosa.
  • E, por último a de Yuuki, um maestro que logo irá liderar um musical.
Com o desenrolar dos fatos, tudo irá se interligar, junto de um Plot Twist (aquela reviravolta no enredo que faz a gente parar e pensar: QUÊEEEE? COMOASSIMISSOTAACONTECENDO?). Tudo em 4 volumes bimestrais. 
Aqui tem uma Preview que me deixou com mais vontade ainda de ler! A primeira edição está a venda no site da editora, caso se interessem em adquirir. 
Ainda não comprei, mas pretendo tê-lo em mãos. 
Alguém aí já leu? Curtiu? 

cotidiano

Sobre desistências (ou não)

06:26

São 5h44 e estou pelo celular... Qualquer erro eu corrijo quando acordar, okay?
Ocorre um ciclone extratropical na minha mente cada vez que penso sobre meu futuro (nisso de faculdade, trabalho e moradia, mesmo).
Segundo ano do ensino médio. Báh. Bate um desespero ver os meses passando e o terceirão chegando, principalmente quando se sabe que é preciso estudar pro vestibular, "só" falta saber o que cursar. SOS
Já pensei em muitas coisas (isso inclui engenharia robótica e, por influência da minha mãe, ambiental; além de ciência da computação, jornalismo, letras, direito, história, arquitetura, publicidade e propaganda, música, artes cênicas, cinema, medicina (pra psiquiatria), psicologia, veterinarAcho que já chega, né?
Porém, de todos esses, o que mais está prendendo a minha atenção atualmente é o cinema. Mas a realidade indica suas incertezas desde o [clichê] não sei se é isso que desejo pra minha vida [/cichê] até o apoio familiar (afinal, esperam uma engenheira futuramente rika).
Contudo o problema real é a minha talvez falta de emocional pra isso, descoberta assistindo "O Fantasma da ópera". Pra vocês terem noção, eu não consigo escrever a resenha que eu tanto queria por causa da tristeza de lembrar das cenas. Isso me lembra quando eu era criança e desisti de ser veterinária devido me sentir péssima junto a animais feridos. É como se agora eu estivesse desistindo do cinema por um personagem. Pode isso, produção? 

Atualização: senti falta de alguma imagem e procurei algo que animasse um pouco.
Untitled | Flickr - Photo Sharing!
We ♥ it
Não tem coisa mais feliz que essa batata.

arte

Legião, Engenheiros, Cazuza - de uma forma mais kawaii por Tsubasa Imamura.

03:56

Boa madrugada, gente. Tudo bem com vocês?
Depois de limpar do meu teclado o vômito de arco-íris, pude começar a escrever o post de hoje. 
Ela é uma talentosa cantora japonesa que produz vários covers de músicas brazucas. Ela é tem uma voz suave e viciante. Ela traz consigo um sotaque lindo. Ela é Tsubasa Imamura.
Tsubasa Imamura faz shows em Fortaleza, São Paulo, Caruaru, Belo Horizonte e Telêmaco Borba
(fonte)
Começou na música no colegial, quando ganhou uma guitarra de seu pai, tendo até uma banda. Não vou me prolongar muito dessa vez, mais informações na página. No canal dela vocês encontram muito mais conteúdo, inclusive a série "I love Japan", onde ela apresenta sua cultura com toda leveza e fofura. ♥ (mas isso é pra outra hora...)
Separei algumas produções dela pra vocês se apaixonarem também:



E pra encerrar, o primeiro single em português que a cantora lançou:

Tsubasa Imamura - Singular


Ah, como eu amo essa globalização.
 Já conheciam? Qual outro som deveria estar na lista? 

*atualização:

Gente, achei legal incorporar mais dois dessa olhinhos puxados: primeiro, com o Marcos Castro:




E ela tendo aulinhas com o Detonator:

Ano passado ela veio ao Brasil e recomendo vocês assistirem outras participações dela (: Agora sim, beijocas e tiau.

BC

Desafio #1 Descreva a sua aparência física (na terceira pessoa), como se você fosse uma personagem de livro.

00:44


Boa noite, gente. Acabei de entrar no desafio "642 coisas sobre as quais escrever", criado para escritores soltarem a criatividade juntos. Conheci pelo blog da Bruna Morgan e fiquei simplesmente apaixonada. Ah, e todo mundo pode participar, basta entrar no link e se ligar na lista. Bora lá?  
(via) 

"Merda, mais um ônibus perdido." -dizia ela a si mesma. Sua visão falhara, e ela demorara para fazer sinal ao motorista, que passou sem olhar para os lados. Antes, havia visto passar por seus olhos o escolar que a levaria para sua tormenta, a escola. Mas os carros que não pararam na faixa destinada aos que não estão sobre rodas fizeram-na ver seus colegas partirem. Teria de esperar.
Puxou do bolso seu celular com a desculpa mental de ver as horas -entretanto, observou-se no reflexo: pele clara como uma nevasca, olhos num degradê verde-castanho delineados em preto, de forma que deixou-os mais puxados, boca pintada de um vermelho intenso. Os cachos  rebeldes de seu cabelo bagunçado faziam o contorno de um rosto de formato quadrado, porém com.as maçãs do rosto bem definidas. Uma franja desajeitada voava de acordo com o vento litorâneo daquela fria manhã. A cor de suas madeixas era marrom escuro mesclado com um azul de mesma intensidade, porém um pouco desbotado no momento. Não era alta nem baixa, ela. Tinha o corpo levemente curvilíneo, com formas arrendondadas. Seus olhar era fixo e ao mesmo tempo perdido num horizonte sem final, sua imaginação voava por entre as nuvens daquele céu azul. Sentia o calor do sol tocar sua face, aproveitando que este não estava tão forte -o calor excessivo agredia sua clareza. 
Perdida em devaneios, quase perdeu o terceiro (e último) ônibus. Porém, como de costume, o motorista parou quando viu a moça na parada, perto da faixa. Subiu de forma atrapalhada e, tropeçando, assentou-se perto da janela, seu lugar favorito. Viu varias faces conhecidas, carinhosas, simpáticas e arrogantes. Submersa em seus fones de ouvido -que tocavam lacrimosa-, chegou ao destino. Última a subir, primeira a sair -era assim quase todas as manhãs. Agradecera o motorista (de qual nunca lembrara o nome) e adentrou ao lugar que passava suas manhas tentando aprender alguma coisa além do ensinado. Subia as escadas constrangida devido a quantidade de desconhecidos pelos quais rotineiramente passava, correu para sua sala de aula (que já estava com a porta fechada). Com um sorriso tímido, vagarosamente desculpou-se pelo  atraso e posicionou-se em sua cadeira, junto de seus amigos. Estes, que a receberam com um divertido e recíproco "bom dia". A partir daí teria algumas horas de riso frouxo, piadas, conversas deliciosas. Ela sempre reclamara da escola, mas adorava estar lá. Pelo menos, na que estudava agora, uma apenas de ensino médio -três anos que estavam passando num rapidez assustadora e fazendo-a amadurecer visivelmente. 
Assusta-se ao pensar que logo terá 17 anos e que no próximo ano prestará vestibulares -mesmo sem saber exatamente o que deseja do fundo de sua alma cursar. Ou melhor, viver. Porém, caros leitores, essa história ainda guarda muitos capítulos e volumes, muitos hojes ainda se tornarão amanhãs.

Eai, curtiram?
Mais alguém ai participa do desafio ou vai entrar? Quero ler os textos de vocês, ok? (:

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